31 julho 2011

Feliz (?!) Aniversário!

Sei que hoje deveria dizer o que sinto a respeito de estar completando 20 primaveras. Tudo bem, mas que seja dita a verdade: tenho quase certeza de estar completando 20 invernos. É sempre aquela sensação gélida, consistente, incômoda, cruelmente sarcástica de sentir frio sozinha, sem nenhuma proteção.
Todavia, excetuando os olhos tristemente marejados, isso não é uma reclamação. Talvez seja como um agradecimento, é, um agradecimento à vida, pelos ensinamentos, pela experiência adquirida. E esta foi muita, muita mesmo.
Ao longo desse tempo aprendi muitas coisas... 
Aprendi que as pessoas podem ser doces ou azedas. As azedas são ruins, claro, mas pior são as doces que de tanto adoçar, um dia estragam. Aprendi que no caminho da vida existem muitas placas, atalhos, encruzilhadas, mas o lugar para onde vamos seguir só depende de nós, pode ser totalmente no rumo contrário, por estradas de barro, por entrada sem placa, por onde a gente quiser. Aprendi que nem tudo que brilha é estrela, e nem toda escuridão é o fim. Aprendi que querer é meio caminho andado para poder e que, na maioria das vezes, quando podemos não queremos mais. Aprendi que as pessoas [é, aprendi muito sobre as pessoas] podem ser uma surpresa eterna, seja ela boa ou má, e temos que lidar com isso, ou partir pra outro planeta não povoado por meros seres humanos. Aprendi que saudade não tem hora, data, ocasião ou endereço para apertar o coração com tanta ferocidade como quisesse arrancá-lo do peito, e só pára de doer quando se transforma em lágrimas à escorrer pelo rosto.
Ah, eu aprendi muitas coisas. Esses são só alguns exemplos. Mas aprendi, principalmente, que amor não se explica, acontece. Não se define, chega se impondo. Não tem volta, apenas desilusão. Não tem mistério, é apenas se entregar. Aprendi, finalmente, que nunca soube amar, e é por isso que amo tanto, errado, mas infinitamente muito.

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