De cada amor herdarás apenas o cinismo, que te aprisiona, te consome, te tortura, e faz de ti apenas ilusões reduzidas à pó. Não é a "melodramaticidade" da Fernanda dando as caras novamente,é apenas a lei do amor, consequências de deixar um pouco de vida em cada esquina por onde passava, em cada boca que provava, em cada corpo que usava. Confissões de alguém que insiste em viver parada à beira do abismo, abismo que cavou com as proprias decepções.
26 dezembro 2010
Pensamentos soltos
Eu que pouco falo do tempo, estive a pensar sobre seus mistérios. Acho que o tempo só é belo porque nos rouba a juventude, isso é um fato. Posto essa semi-certeza, sua vulnerabilidade se torna sarcástica, de tom quase cruel. O tempo é muito quando alguém nos deixa sem nem breve despedida. O tempo é muito quando o regresso de alguém por quem sofremos demora uma eternidade dolorosa para chegar. O tempo é pouco quando estamos amando a vida e, principalmente, vivendo por amor. O tempo é pouco quando vamos em busca do que não experimentamos ainda. Mas o tempo não é só isso, ao mesmo tempo que se faz imponente subestimando a alma humana, faz-se criança birrenta, que necessita atenção.
Se houvesse um 'manual do tempo' constaria apenas uma página: Advertências: Pode te dar e te tirar tudo. Modo de Usá-lo: Aproveite ao máximo. Aceitando ou não, querendo ou não, o tempo é responsável por tudo, e muitas vezes o culpado também.Se deixou alguns anos te escorrem das mãos como sabão, saiba que os anos que ainda te restam sabem perdoar. Aproveite cada minuto enquanto eles chegam com vivacidade à tua porta, pois enquanto o fizeres, senhor do tempo serás.
Ana
Pequena, suave, delicada, era a pipoca mais doce, sem "nem' ou 'talvez'. Aquele bordado inglês no suéter com que dormia não negava, era inteira amores e transbordava um sempre querer mais. Ria dos que não compreendiam as mulheres, afinal era era um livro claro, objetivo, de fácil entendimento: queria ser a bela mais bela entre todas elas, e não vacilava. Ela era Ana, Ana de Amsterdã.25 dezembro 2010
Assim era o Ícaro.
Ele era um pauta clara, de tons leves, porém precisos, harmoniosos, preenchidos com amor, e por amor. Fazia dos lugares onde passávamos lindos castelos, bosques, lugares dignos que estarem escondidos ao final de um arco-íris, e fazia isso para que a princesa aqui, existente apenas em sua mente, passasse desfrutando o melhor dos nossos momentos. Contudo, para ela, não havia nada de mais importante e especial do que a presença dele, e ela nunca esqueceu a paz que lhe trazia.
Ele era um projeto posto em prática, um rascunho que foi à tona, mas por capricho, por vontade, ou por charme, sendo quase feito de lápis, era, no entanto, incorrigível. Quando cantava, não era a melodia, era mais a voz sincera, doce a me acalmar, era como se o mundo se resumisse no breve espaço de ouvi-lo, senti-lo, abraçá-lo. Eram notas carinhosas que me atingiam com tudo, em cheio, direto do lado esquerdo do peito, eram laços feitos com carinho, sinceridade, segurança, respeito e, principalmente, amor primeiro, aquele que nasce na inocência, na doçura e no bem-querer da adolescência, iniciando a primavera das paixões primeiras. Assim era o Ícaro, amor pautado em versos simples, carinhosos, inesquecíveis.
[ Aqui está sua homenagem esperado há muitos meses né Ícaro, desculpe a demora! hehe ]
Ele era um projeto posto em prática, um rascunho que foi à tona, mas por capricho, por vontade, ou por charme, sendo quase feito de lápis, era, no entanto, incorrigível. Quando cantava, não era a melodia, era mais a voz sincera, doce a me acalmar, era como se o mundo se resumisse no breve espaço de ouvi-lo, senti-lo, abraçá-lo. Eram notas carinhosas que me atingiam com tudo, em cheio, direto do lado esquerdo do peito, eram laços feitos com carinho, sinceridade, segurança, respeito e, principalmente, amor primeiro, aquele que nasce na inocência, na doçura e no bem-querer da adolescência, iniciando a primavera das paixões primeiras. Assim era o Ícaro, amor pautado em versos simples, carinhosos, inesquecíveis.
[ Aqui está sua homenagem esperado há muitos meses né Ícaro, desculpe a demora! hehe ]
20 dezembro 2010
Introdução
Um dia ela vai abrir o coração, se deixar transparecer aos seus olhos confiáveis, desnudar-se em alma para que você a compreenda, aceite-a, e então, quem sabe, ame-a.Ela vai dizer que entre a porta e a janela da própria alma vê um espaço inexistente, vê um buraco sem tamanho, uma inocência que nunca teve, vê ela e vê você em sintonia espiritual e carnal, enfeitando noites frias e dias quentes de primavera. Vai dizer que quando emocionalmente fraca, é hipersensível e facilmente sugestionável. Não é capaz de oferecer consolo a alguém que sofre, porque ela mal consegue suportar sua própria angústia. Vai dizer que sente mais do que pensa, pensa mais do que age, tem bem menos do que quer e muito mais do que espera. Também dirá que um dia foi doce, mas descobriu que o valor e o desejo estão atrelados ao picante, ao misterioso sabor da inconseqüência, da liberdade de não prender e não sentir-se preso.
Vai dizer que passou por muitas noites ‘fora do comum’ que acabaram em um simples ‘dia seguinte’, e que, destes, guardou apenas três gostos na boca: de vodca, de lágrimas e de cigarro barato. Vai dizer que quando é fria, é distante. Quando quente, é perigosa. Quando magoada, é calculista. Quando dorme, é donzela. Quando acorda, é malandra. Quando se limita, é infinita. Quando livre, é insana. Quando presa, é tua.Vai dizer que de tantos que a habitam, acabou expulsa de si mesma. Que há pouco tempo descobriu que a única forma de sair do inferno é ser o próprio diabo, e que isso não é necessariamente um sacrifício. Vai dizer que deita na cama todas as noites, abre um livro e sacia, aos poucos, a fome de palavras que outras bocas disseram por ela. E que neste mesmo livro, sempre encontra aquele velho abrigo, o novo amigo que surge ao longo das páginas, como na vida.
Vai dizer que lê pra respirar, e escreve pra viver. Que não vai te ligar para saber como está a cada meia hora, menos ainda dizer que te ama todos os dias, e, embora distante do que pareça, ela bem sabe que quando o orgulho entra pela porta, o amor sai pela janela. Vai dizer que ela é um mero conjunto de fragmentos existentes, perdidos no espaço de não ser quem deveria, para ser o personagem que deseja. E, ao final desse singelo prefácio de sua alma, vai dizer que se sente grata por ter em quem confiar, ainda que não o faça, por direito de precaução ou coração outrora partido, e, do livro desta vida, caso você não possa ou não queria ler a história inteira, ela lhe oferece a sinopse: A cada alvorecer ela nasce e morre um bocadinho do que já foi um dia.
18 dezembro 2010
Here comes the bride ♫ ♫
De repente estávamos ali, intimamente ligados, abraçados a uma única esperança. As palavras não foram necessárias. Era um desses momentos breves, de claridade, que definem todos os demais ao longo da vida. Agora estavam noivos, e ela já ouvia se aproximar o doce som daquele "até que a morte os separe" tão incansavelmente aguardado.
Foi, pisando duro, tão duro quanto fizera seu coração bater.
Foi, maldizendo aquele antigo carinho,
dengava tanto que a doçura era quase palpável.
Foi, fingindo tranquilidade e certeza,
tão certo como um dia jurou o tal "pra sempre".
Foi, negando um amor inacreditavelmente evidente,
aceso e permanente em chamas inesquecíveis, porém esquecendo que,
há bem pouco tempo, fez dele sua própria essência.
Foi, mas vai voltar.
Foi, maldizendo aquele antigo carinho,
dengava tanto que a doçura era quase palpável.
Foi, fingindo tranquilidade e certeza,
tão certo como um dia jurou o tal "pra sempre".
Foi, negando um amor inacreditavelmente evidente,
aceso e permanente em chamas inesquecíveis, porém esquecendo que,
há bem pouco tempo, fez dele sua própria essência.
Foi, mas vai voltar.
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