Sou de urgências, de entregas, de impulsos, de agora ou nunca. Me jogo no que acredito, e tenho acreditado pouco. Me chamaria de incontável, tanto para meus desgastes quanto para minhas alegrias. Não engulo o que me chega de inesperado, muito menos o que vai para não mais voltar. É insuportável para mim que um dia as coisas cheguem ao seu devido fim. Vivo tentando me acostumar com a vida mas é sempre difícil, nunca é a mesma, mesmo sendo tão óbvia.
Penso tanto nas pessoas, escrevo cartas pra ninguém, bebo e fico paralisada em frente a janela. O telefone mudo, um silêncio insuportável nos tímpanos e uma lembrança maçante no peito. Não entendo nada e quero mais é dormir pra esquecer, acordar no dia seguinte e me atolar numa distração qualquer pra que tudo pareça estar bem mas não, não está. Não posso ficar presa nessa ausência de compreensão. Ausência de tudo o que me conforte. Estou completamente sóbria e nem um pouco calma. Sei que estou patética e dolorida. O importante é jogar as cinzas no lixo, tomar um banho e colocar cafeína na garganta. Preciso recomeçar a todo instante. Jogar o cansaço ralo abaixo e me convencer que logo o tempo desloca esse desespero.
28 dezembro 2009
Por hoje só.
Enquanto eu pareço estar demasiadamente inspirada hoje, sabemos, você, a lua e eu, que rodeio apenas para dizer não querendo dizer que:
Parece que foi há séculos, que deixei de ter o simples prazer de, no seu sossego, me envolver…
Parece que foi há séculos, que deixei de ter o simples prazer de, no seu sossego, me envolver…
Presente de natal
Quero fantasias em destaque
Modelos em vitrines,
Sabor de chocolate.
Vitrais com arte medieval
Sexo perfeito com sorrisos,
Código paranormal.
Trufas que lembrem lutas,
Auroras cor de amoras,
Seu sabor em tempo integral.
Modelos em vitrines,
Sabor de chocolate.
Vitrais com arte medieval
Sexo perfeito com sorrisos,
Código paranormal.
Trufas que lembrem lutas,
Auroras cor de amoras,
Seu sabor em tempo integral.
Aos que virtualmente amam
Vou insitir em viver onde o credo da palavra Amizade não é uma palavra vã,
é solidariedade transformada em lágrimas,
é sorriso transformado em flor que se colhe na bruma do dia que está a nascer.
Avisto o mar e o meu pensamento corre naquela imensidão azul,
imaginando presenças sentidas nas palavras, na vontade de te dizer:
Mesmo no mundo virtual, a palavra Amizade tem sentido, tem beleza, tem profundidade.
é solidariedade transformada em lágrimas,
é sorriso transformado em flor que se colhe na bruma do dia que está a nascer.
Avisto o mar e o meu pensamento corre naquela imensidão azul,
imaginando presenças sentidas nas palavras, na vontade de te dizer:
Mesmo no mundo virtual, a palavra Amizade tem sentido, tem beleza, tem profundidade.
Razões de escrever
É que as palavras sempre foram um complemento,
o afago e o entretenimento,
a voz do pensamento,
o preencher de cada espaço,
a luz de cada vida,
o meu juramento de amor eterno.
o afago e o entretenimento,
a voz do pensamento,
o preencher de cada espaço,
a luz de cada vida,
o meu juramento de amor eterno.
15 dezembro 2009
Toda vez que abre a caixa de recordações, sente as lágrimas cair, ouve músicas que não existem, sente velhos cheiros dos quais mal se recorda, o coração palpita forte, talvez pra sair do peito, talvez pedindo pra fechar a caixa. Uma, entre as suas vivas e claras lembranças, se destaca no meio de todas. Aquele papel gasto, no fundo da caixa, de letras quase apagadas, por vezes escorridas, de chuva que tomaram enquanto guardadas no bolso, ou mesmo de água salgada que insistia em escorrer dos olhos quando era lida.
Naquele papel comun, branco, amarelado agora pelo tempo, mora todas as melhores, e mais doídas lembranças. Parece gritar pedindo ajuda no meio dos outros quando, teimosamente, abrem a caixa. Não é um abrigo, é uma prisão. Pensou que poderia esconder, mascarar, aprisionar aquilo que descobriu impossível de esquecer. Abre o papel como quem não quer nada, na certeza de querer tudo aquilo o que sabe que está lá, lido tantas vezes e, enfim decorado. Sente o choro subir silenciosa e mansamente do coração aos olhos, segura, resiste. Lê a primeira linha, se entrega.
Não é por egoísmo, sempre duvidou daquelas palavras, não acredita em perfeição. Mas sente-se renovada por dentro a cada linha de carinho e a cada abraço que parece saltar nas entrelinhas. Enquanto lê, pensa no tempo que passou, e como passou. Foi rápido, mas se lembra de ter visto aquele rosto toda vez que olhou no espelho, dizendo todas as palavras que, por falta de tempo ou coragem, apenas escreveu. Quando será que voltaria a sentir o calor da presença, e teria a oportunidade, quem sabe até coragem, de dizer que entende, que valoriza e, principalmente, sente o mesmo?
Enquanto esse dia não chega, espera com calma, lendo, e lendo de novo a carta que o tempo e o coração se encarregou de concretizar, como uma voz a lhe falar no ouvido. Fora isso, vai ao espelho conversar com quem, mesmo distante, sabe estar ouvindo atento. Grava como tatuagem na alma aquele trecho no fim do papel gasto, cada letra soa como melodia, e faz, desse refúgio dele, o seu próprio: "Se não for nessa vida, a gente se encontra na próxima".
Naquele papel comun, branco, amarelado agora pelo tempo, mora todas as melhores, e mais doídas lembranças. Parece gritar pedindo ajuda no meio dos outros quando, teimosamente, abrem a caixa. Não é um abrigo, é uma prisão. Pensou que poderia esconder, mascarar, aprisionar aquilo que descobriu impossível de esquecer. Abre o papel como quem não quer nada, na certeza de querer tudo aquilo o que sabe que está lá, lido tantas vezes e, enfim decorado. Sente o choro subir silenciosa e mansamente do coração aos olhos, segura, resiste. Lê a primeira linha, se entrega.
Não é por egoísmo, sempre duvidou daquelas palavras, não acredita em perfeição. Mas sente-se renovada por dentro a cada linha de carinho e a cada abraço que parece saltar nas entrelinhas. Enquanto lê, pensa no tempo que passou, e como passou. Foi rápido, mas se lembra de ter visto aquele rosto toda vez que olhou no espelho, dizendo todas as palavras que, por falta de tempo ou coragem, apenas escreveu. Quando será que voltaria a sentir o calor da presença, e teria a oportunidade, quem sabe até coragem, de dizer que entende, que valoriza e, principalmente, sente o mesmo?
Enquanto esse dia não chega, espera com calma, lendo, e lendo de novo a carta que o tempo e o coração se encarregou de concretizar, como uma voz a lhe falar no ouvido. Fora isso, vai ao espelho conversar com quem, mesmo distante, sabe estar ouvindo atento. Grava como tatuagem na alma aquele trecho no fim do papel gasto, cada letra soa como melodia, e faz, desse refúgio dele, o seu próprio: "Se não for nessa vida, a gente se encontra na próxima".
28 novembro 2009
Saias de Filó
A menina esqueceu os seus medos,
E foi, sem saber que podia...
Fez da sua dor brinquedo,
E da sua covardia fez bola de sabão...
Brincou sobre o céu,
Pairou sobre o ar...
A menina apenas sonhou,
E se esqueceu de acordar...
E foi, sem saber que podia...
Fez da sua dor brinquedo,
E da sua covardia fez bola de sabão...
Brincou sobre o céu,
Pairou sobre o ar...
A menina apenas sonhou,
E se esqueceu de acordar...
27 novembro 2009
17 novembro 2009
Flores de Retórica
Ele sorri pra ela. Retribuído. Ela cochicha o interesse aos ouvidos das amigas. Riem, ele se envaidece, cria coragem, estufa peito, se pinta macho. Ela treme e, com a proximidade dele, a boca seca, bambeiam as pernas, respiração retarda e coração acelera. Sem cantadas. Ele se garante, fala do interesse, fala a verdade, curto, grosso, eficiente. Ela, aliviada, confessa a recíproca, enrubece, sorri, aceita. Mãos dadas, tranqüilos, até que não doeu nada. O coração recupera a frequência normal quando, no entanto, o sangue parece ferver nas veias.
Ferve, e ferve quente, ferve bom, ferve deliciando e convidando-os. Agora tudo bem, já se entendem, já gravaram o gosto do outro, sabem o que querem, porque o querem, como o querem. Estão curtindo. Ele exibindo o troféu aos presentes, conseguiu, é dele, sorri contente, vitorioso. Ela está satisfeita, foi cobiçada, desejada, aproveita, mas pensa se isso vai ter algum futuro.Ele pede o telefone, grava o número e o nome, quase uma tatuagem virtual, mas não eterna. Ela fica aliviada outra vez, finalmente ele pediu! Mas... Será que vai mesmo ligar? E surpreende-se, ele ligou, convidou pra sair novamente, e o fez várias vezes durante aquele mês. Já não via a relação êfemera como antes.
O tempo passa, grudam-se, enamoram-se pra valer, convivem, conhecem os pais, os amigos, a rotina. São um casal, e um casal normal, vêm as brigas, o olho no olho, o ciúmes, o esquenta love... é tudo igual, ninguém esquece no final, são recordações. As mesmas juras, as mesmas promessas, aquela velha mania de pôr a culpa no sonho (inexistente): ' Você é tudo o que eu sonhei...' e fala-se sempre e tanto de um sonho que nunca se teve. Fala-se de sentimentos nunca experimentados, sensações desconhecidas, amor jogado ao vento se, de fato, um dia conheceram tamanho amor que dizem.
Resolvem-se pra sempre, ao altar, promessas que o tempo e o mundo, se encarregam de quebrar, sonhos apagados, desejos contidos, ideais modificados, mas são felizes, se amam, não é? E a mania de dar parentesco a alma, minha 'alma-gêmea', porque? e quantas metades da laranja uma mesma metade é capaz de encontrar? Quantas tampas couberam no fecho de uma única panela? São clichês baratos, mascarados, mas necessários. Qual relação sobreviveria sem eles?
E deixando de lado os sonhos nunca sonhados, os amores nunca vividos, os sentimentos mascarados, ressentimentos acobertados, o carinho nem tão carinhoso agora massacrado pela rotina, a saudade não sentida...Excetuando essas flores de retórica, até que formavam um belo casal e se gostavam.
Ferve, e ferve quente, ferve bom, ferve deliciando e convidando-os. Agora tudo bem, já se entendem, já gravaram o gosto do outro, sabem o que querem, porque o querem, como o querem. Estão curtindo. Ele exibindo o troféu aos presentes, conseguiu, é dele, sorri contente, vitorioso. Ela está satisfeita, foi cobiçada, desejada, aproveita, mas pensa se isso vai ter algum futuro.Ele pede o telefone, grava o número e o nome, quase uma tatuagem virtual, mas não eterna. Ela fica aliviada outra vez, finalmente ele pediu! Mas... Será que vai mesmo ligar? E surpreende-se, ele ligou, convidou pra sair novamente, e o fez várias vezes durante aquele mês. Já não via a relação êfemera como antes.
O tempo passa, grudam-se, enamoram-se pra valer, convivem, conhecem os pais, os amigos, a rotina. São um casal, e um casal normal, vêm as brigas, o olho no olho, o ciúmes, o esquenta love... é tudo igual, ninguém esquece no final, são recordações. As mesmas juras, as mesmas promessas, aquela velha mania de pôr a culpa no sonho (inexistente): ' Você é tudo o que eu sonhei...' e fala-se sempre e tanto de um sonho que nunca se teve. Fala-se de sentimentos nunca experimentados, sensações desconhecidas, amor jogado ao vento se, de fato, um dia conheceram tamanho amor que dizem.
Resolvem-se pra sempre, ao altar, promessas que o tempo e o mundo, se encarregam de quebrar, sonhos apagados, desejos contidos, ideais modificados, mas são felizes, se amam, não é? E a mania de dar parentesco a alma, minha 'alma-gêmea', porque? e quantas metades da laranja uma mesma metade é capaz de encontrar? Quantas tampas couberam no fecho de uma única panela? São clichês baratos, mascarados, mas necessários. Qual relação sobreviveria sem eles?
E deixando de lado os sonhos nunca sonhados, os amores nunca vividos, os sentimentos mascarados, ressentimentos acobertados, o carinho nem tão carinhoso agora massacrado pela rotina, a saudade não sentida...Excetuando essas flores de retórica, até que formavam um belo casal e se gostavam.
06 novembro 2009
30 agosto 2009
Regramatize-se.
É que a hipérbole já não diverte mais.
A epifania, de tão demorada, ousa ser apenas cópia.
O futurismo parece antecipar o que já até passou.
O cubismo mostra aquilo que até cansei de ver e rever.
'Era um vez' insiste em brincar de vir ao fim da história.
Se vou à tem que 'crasear' e não demorar pra voltar.
Para dar a rubrica de 'amor' tenho que concretizar o substantivo.
Já os abstratos, tão mais convidativos, tornam-se menos dolorosos.
Cansei da mesmice do 'ser, estar, ficar, permanecer, continuar'.
Eu transito quando quero e não precisa ser direito, tampouco direto.
Entreter é melhor do que fingir, ignorar é melhor do que sentir.
Não quero mais essa gramática de vida, quero o novo.
E certo que 'esse novo', de tão comentado outras vezes, já nem tão novo é assim.
Quero verbalizar sensações, dar vazão ao surrealismo.
Não voltar e mandar dizer que minhas estórias se baseam em fatos irracionais,
mas podem ser minhas verdades à medida que me cabem, satisfazem, existem.
A epifania, de tão demorada, ousa ser apenas cópia.
O futurismo parece antecipar o que já até passou.
O cubismo mostra aquilo que até cansei de ver e rever.
'Era um vez' insiste em brincar de vir ao fim da história.
Se vou à tem que 'crasear' e não demorar pra voltar.
Para dar a rubrica de 'amor' tenho que concretizar o substantivo.
Já os abstratos, tão mais convidativos, tornam-se menos dolorosos.
Cansei da mesmice do 'ser, estar, ficar, permanecer, continuar'.
Eu transito quando quero e não precisa ser direito, tampouco direto.
Entreter é melhor do que fingir, ignorar é melhor do que sentir.
Não quero mais essa gramática de vida, quero o novo.
E certo que 'esse novo', de tão comentado outras vezes, já nem tão novo é assim.
Quero verbalizar sensações, dar vazão ao surrealismo.
Não voltar e mandar dizer que minhas estórias se baseam em fatos irracionais,
mas podem ser minhas verdades à medida que me cabem, satisfazem, existem.
15 julho 2009
Confissões Rabiscadas
Ta legal, ta legal.Eu sei que deveria agradecer à Deus ou a alguém que possa ter um 'dedo' nisso, eu sei que muitas mulheres talvez passarão a vida inteira desejando alcançar isso que eu, em meus míseros- e suspeitos-18 anos, já consegui.
É mesmo legal ter alguém que te complete, um homem que, acima de tudo o que ele pode ser e fazer por você, pode com certeza bater no peito e dizer que é, de fato, um homem. E não por tocar violão [ e inclusive fazer parte de um trio, tocar solos no teatro em SP e dar aulas], não por jogar futebol [ que talvez tenha sido um ponto bem favorável ao meu perfil de 'quero um homem tipicamente macho'], não por não pentear o cabelo esperando que eu brigue [ o que até me alegrava por não ser o engomadinho, ter um 'quê' de desleixo charmoso], não por provocar de pirraça o meu ciuminho bobo [ só pra ouvir o meu 'você ta pedindo pra apanhar' tão carinhosamente bravo], não por ser apaixonado por fórmula -1 daqueles que acordam de madrugada pra assistir apenas o treino [ exatamente como o meu pai, o que de fato confirmou as 'características de um homem' que eu via em casa], não por ser viciado em video-game [ ficar horas e horas jogando, e vir me explicar com aquela cara 'sapeca' de quem sabe que eu não sabia nem mesmo apertar o 'start' do jogo quanto mais o processo em si], não por ser um nerd invejável [ daqueles que passava 25 horas do dia conversando comigo e mais 30 minutos no video-game em véspera de prova e SEMPRE saia aquela nota máxima que já não surpreendia a ninguém]. Não é por essas coisas tipicamente masculinas que ele é um homem, é pelo complemento disso.
É pela revolta incontrolável que ele sente ao ver as 'injustiças no mundo', é pelo carinho que ele, e só ele, tem, é pelo coração enorme, pela simpatia, por ser o 'queridinho caçulinha' da mamãe, o 'romanticozinho' satirizado pelo papai, por ser o 'apaixonadinho bobo' que leva apertões da irmã na buchecha, por conseguir sentir um amor tão forte e tão sincero pelo qual ele daria a vida, por não fazer promessas que não pode cumprir, e exatamente por isso, cumprir TODAS as promessas que faz, por ser sempre o lado que 'dá o braço a torcer', por se preocupar até mesmo com um cisco besta no meu olho, por desconfiar do meu 'tudo bem' meio cabisbaixo, por acreditar em mim até mesmo quando nem eu o faço, por estar mais presente que todos que estão ao meu lado, mesmo estando a milhas e milhas de mim.Completo. sim, é um 'homem de verdade'´porque é completo. Tudo nele me completa, é a minha fonte de energia, meu conforto, meu porto seguro, a minha calmaria, quem faz meu tempo retornar ao normal.
Mas o problema é esse. Sem aquele velho papo de 'tô nova pra me prender', tenho que aproveitar a vida, não. É que, de fato, toda calmaria precisa de uma tempestade para poder ser reconhecida,e eu..Bom, eu quero algo novo, algo pelo qual eu batalhe, alguém, no caso, que me faça perder o juízo, a cabeça, o sentido, me faça perder o tempo e me perder até de mim. Eu quero lutar, sentir na pele aquela paixão devoradora, eu quero! é isso, eu quero! Não sei se estou, de tudo, errada, mas é meu direito, não quero, pelo menos por enquanto, esse 'amor de mão beijada', fácil, que chegou forte e delicadamente aprisionador, de fato, não preciso por enquanto dessa alma-gêmea. Eu quero errar, eu quero procurar a tampa da panela, testando todas pra ver se encaixa, eu quero procurar, procurar, procurar, até cansar. Eu quero sentir na pele o arrepio da paixão, nos olhos aquelas lágrimas típicas de decepções amorosas, quero bater a porta e dizer 'não me procure nunca mais', quero rasgar fotos, quebrar juras, esquecer promessas. Não quero o mel desse amor, eu não vou pro altar agora. Eu quero o limão, o gelo e, acima de tudo, a pimenta.
Errada? Boba? Não sei. Jovem que, embora já tenha um amor, morre aos poucos daquela sede de viver e sentir-se viva a cada fragmento partido da cara, orgulho, ou mesmo do próprio coração.
Mas quem nunca pensou em jogar fora aquilo que chamou de amor?
É mesmo legal ter alguém que te complete, um homem que, acima de tudo o que ele pode ser e fazer por você, pode com certeza bater no peito e dizer que é, de fato, um homem. E não por tocar violão [ e inclusive fazer parte de um trio, tocar solos no teatro em SP e dar aulas], não por jogar futebol [ que talvez tenha sido um ponto bem favorável ao meu perfil de 'quero um homem tipicamente macho'], não por não pentear o cabelo esperando que eu brigue [ o que até me alegrava por não ser o engomadinho, ter um 'quê' de desleixo charmoso], não por provocar de pirraça o meu ciuminho bobo [ só pra ouvir o meu 'você ta pedindo pra apanhar' tão carinhosamente bravo], não por ser apaixonado por fórmula -1 daqueles que acordam de madrugada pra assistir apenas o treino [ exatamente como o meu pai, o que de fato confirmou as 'características de um homem' que eu via em casa], não por ser viciado em video-game [ ficar horas e horas jogando, e vir me explicar com aquela cara 'sapeca' de quem sabe que eu não sabia nem mesmo apertar o 'start' do jogo quanto mais o processo em si], não por ser um nerd invejável [ daqueles que passava 25 horas do dia conversando comigo e mais 30 minutos no video-game em véspera de prova e SEMPRE saia aquela nota máxima que já não surpreendia a ninguém]. Não é por essas coisas tipicamente masculinas que ele é um homem, é pelo complemento disso.
É pela revolta incontrolável que ele sente ao ver as 'injustiças no mundo', é pelo carinho que ele, e só ele, tem, é pelo coração enorme, pela simpatia, por ser o 'queridinho caçulinha' da mamãe, o 'romanticozinho' satirizado pelo papai, por ser o 'apaixonadinho bobo' que leva apertões da irmã na buchecha, por conseguir sentir um amor tão forte e tão sincero pelo qual ele daria a vida, por não fazer promessas que não pode cumprir, e exatamente por isso, cumprir TODAS as promessas que faz, por ser sempre o lado que 'dá o braço a torcer', por se preocupar até mesmo com um cisco besta no meu olho, por desconfiar do meu 'tudo bem' meio cabisbaixo, por acreditar em mim até mesmo quando nem eu o faço, por estar mais presente que todos que estão ao meu lado, mesmo estando a milhas e milhas de mim.Completo. sim, é um 'homem de verdade'´porque é completo. Tudo nele me completa, é a minha fonte de energia, meu conforto, meu porto seguro, a minha calmaria, quem faz meu tempo retornar ao normal.
Mas o problema é esse. Sem aquele velho papo de 'tô nova pra me prender', tenho que aproveitar a vida, não. É que, de fato, toda calmaria precisa de uma tempestade para poder ser reconhecida,e eu..Bom, eu quero algo novo, algo pelo qual eu batalhe, alguém, no caso, que me faça perder o juízo, a cabeça, o sentido, me faça perder o tempo e me perder até de mim. Eu quero lutar, sentir na pele aquela paixão devoradora, eu quero! é isso, eu quero! Não sei se estou, de tudo, errada, mas é meu direito, não quero, pelo menos por enquanto, esse 'amor de mão beijada', fácil, que chegou forte e delicadamente aprisionador, de fato, não preciso por enquanto dessa alma-gêmea. Eu quero errar, eu quero procurar a tampa da panela, testando todas pra ver se encaixa, eu quero procurar, procurar, procurar, até cansar. Eu quero sentir na pele o arrepio da paixão, nos olhos aquelas lágrimas típicas de decepções amorosas, quero bater a porta e dizer 'não me procure nunca mais', quero rasgar fotos, quebrar juras, esquecer promessas. Não quero o mel desse amor, eu não vou pro altar agora. Eu quero o limão, o gelo e, acima de tudo, a pimenta.
Errada? Boba? Não sei. Jovem que, embora já tenha um amor, morre aos poucos daquela sede de viver e sentir-se viva a cada fragmento partido da cara, orgulho, ou mesmo do próprio coração.
Mas quem nunca pensou em jogar fora aquilo que chamou de amor?
05 julho 2009
Lições casuais
E agora eu descubri que
cada promessa quebrada,
foi para aprender a não prometer
o que os outros não podem cumprir.
cada promessa quebrada,
foi para aprender a não prometer
o que os outros não podem cumprir.
'Tanto faz'
Os personagens se revelam,
eu ouço o aplauso final;
e a cada interpretação,
o que lhe for proporcional.
Fica muito bem em cinema,
o romance do romance ideal;
só vamos então deixar combinado,
aqui é vida real.
Não leve o personagem pra cama,
pode acabar sendo fatal;
então descubra logo essa máscara,
e voltemos à estaca zero e fica tudo igual. ♫
eu ouço o aplauso final;
e a cada interpretação,
o que lhe for proporcional.
Fica muito bem em cinema,
o romance do romance ideal;
só vamos então deixar combinado,
aqui é vida real.
Não leve o personagem pra cama,
pode acabar sendo fatal;
então descubra logo essa máscara,
e voltemos à estaca zero e fica tudo igual. ♫
04 julho 2009
Ai se Gonçalves Dias soubesse...
Minha terra tem bandidos,
aonde quer que você vá;
as aves que aqui gorjeam,
têm vergonha de gorjear lá.
Nosso céu tem balas perdidas,
nossos rios têm poluição;
nossas favelas têm pessoas sofridas,
nosso governo só tem canastrão.
Em andar, sozinho, à noite,
mais ladrão eu encontro lá;
minha terra tem bandidos,
aonde quer que você vá.
[Palmeiras soavam honestas demais.]
aonde quer que você vá;
as aves que aqui gorjeam,
têm vergonha de gorjear lá.
Nosso céu tem balas perdidas,
nossos rios têm poluição;
nossas favelas têm pessoas sofridas,
nosso governo só tem canastrão.
Em andar, sozinho, à noite,
mais ladrão eu encontro lá;
minha terra tem bandidos,
aonde quer que você vá.
[Palmeiras soavam honestas demais.]
27 junho 2009
Sobre não ter assuntos ou ter assuntos demais
Eu queria escrever sobre o tempo
mas isso seria comum demais,
sobre o amor, surreal demais,
sobre a vida, simples demais,
sobre a morte, confusa demais,
sobre pingüins, piegas demais,
sobre política, irritante demais,
sobre o futuro, relativo demais,
sobre a paixão, efemêro demais,
eu queria não ter que escrever,
mas isso seria brasileiro demais.
mas isso seria comum demais,
sobre o amor, surreal demais,
sobre a vida, simples demais,
sobre a morte, confusa demais,
sobre pingüins, piegas demais,
sobre política, irritante demais,
sobre o futuro, relativo demais,
sobre a paixão, efemêro demais,
eu queria não ter que escrever,
mas isso seria brasileiro demais.
20 junho 2009
O que me falta
Tomar um banho daquela chuva gelada e brincar nas poças de água. Um merengue 'daqueles' na sorveteria da praça. Um telefone inesperado de alguém que sente saudades. Um abração de urso seguido de um 'amo você' bem carinhoso. Uma viagem entre amigos. Férias. Correr até os joelhos gritarem. Olhar o pôr-do-sol ao melhor estilo cabelos aos vento, sentada no gramado da fazenda. Cantar alto e loucamente no banho. Meditação, como os velhos tempos. Rir até doer a barriga, as bochechas, sair lágrimas dos olhos, e sentir falta de ar. Receber uma cartinha. Grudar o macarrão no teto, enlouquecendo a mamãe. Andar sem destino pelas ruas da cidade às 17:00.
É isso, 'só tudo isso' o que me falta.
É isso, 'só tudo isso' o que me falta.
14 junho 2009
Como se conhece alguém
Entre no blog da pessoa e veja se no topo esta a seguinte descrição:
'Oi, sou Fernanda e sou alérgica!'
Claro! Não precisa de mais declarações.
Agora você realmente conhece a pessoa.
Sabe exatamente como ela é.
Se tornou seu objeto de amizade onisciente.
Você sabe tudo agora, a conhece com a palma da mão.
Cativante.
Impaciência, não! É só falta de capacidade de aceitação de 'esculhambamento' com meu nome.
P.S.: Oi, sou Fernanda e tenho asma.
'Oi, sou Fernanda e sou alérgica!'
Claro! Não precisa de mais declarações.
Agora você realmente conhece a pessoa.
Sabe exatamente como ela é.
Se tornou seu objeto de amizade onisciente.
Você sabe tudo agora, a conhece com a palma da mão.
Cativante.
Impaciência, não! É só falta de capacidade de aceitação de 'esculhambamento' com meu nome.
P.S.: Oi, sou Fernanda e tenho asma.
11 junho 2009
11/06~* Pâmellaaa's Birthday
The only thing matters
I don't know about good cars
I don't know how to catch stars
I don't eat my favorite food
I don't watch movies about Robin Hood
I don't have the best face
I don't remember my old teacher Stacey
I don't have an elephant at home
I don't know what I supposed to do if they come
I don't know about fashion stuff
I don't like to use my cuff
I don't feel fine at cloudy days
I don't think I can live without sundays
I don't trust in happy ends
but believe me, I have good friends.
I don't know how to catch stars
I don't eat my favorite food
I don't watch movies about Robin Hood
I don't have the best face
I don't remember my old teacher Stacey
I don't have an elephant at home
I don't know what I supposed to do if they come
I don't know about fashion stuff
I don't like to use my cuff
I don't feel fine at cloudy days
I don't think I can live without sundays
I don't trust in happy ends
but believe me, I have good friends.
07 junho 2009
30 maio 2009
Eixo Y
Alguém ao fundo falando sobre números,
em abcissa 1, 2, 3,
um cheiro estranho e conhecido me embriaga.
Minhas costas doem como se sentissem fala daquela costela,
da qual Adão também foi privado.
Olhos cansados, até entristecidos, brilham opacos,
alguém continua a falar em módulo de x+1
e eu quero calar o mundo.
Alguém me chama bem baixinho,
mas eu não estou ouvindo,
eu não conheço esse lugar,
tampouco sei quem são essas pessoas,
alguém em toca levamente com mãos quentes,
mas eu não estou sentindo.
Eu queria parar o tempo daqui a 40 minutos,
mas desejo viver pra sempre daquele dia que eu imaginei.
Eu queria lembrar de respirar, e não precisar comer,
eu esqueci de tentar viver.
em abcissa 1, 2, 3,
um cheiro estranho e conhecido me embriaga.
Minhas costas doem como se sentissem fala daquela costela,
da qual Adão também foi privado.
Olhos cansados, até entristecidos, brilham opacos,
alguém continua a falar em módulo de x+1
e eu quero calar o mundo.
Alguém me chama bem baixinho,
mas eu não estou ouvindo,
eu não conheço esse lugar,
tampouco sei quem são essas pessoas,
alguém em toca levamente com mãos quentes,
mas eu não estou sentindo.
Eu queria parar o tempo daqui a 40 minutos,
mas desejo viver pra sempre daquele dia que eu imaginei.
Eu queria lembrar de respirar, e não precisar comer,
eu esqueci de tentar viver.
27 maio 2009
Me explico pelos meus estranhos desejos.
Eu quero um gancho, poderia tentar.
Se não existe resposta pra tudo
Por que insistem em me perguntar?
Eu quero voar e, embora eu possa,
já não tenho aonde ir.
Eu não queria vir, mas sei que preciso sair de lá.
Eu quero de volta meu velho all star,
mas eu nem sinto meus pés.
Não fale o que você não sabe.
alguém roubou meu cérebro.
Eu quero águe com limão e muito gelo,
se bem que eu trocaria por pipoca com feijão.
Se eu tivesse um balão...
Nenhum vermelho me seduz o bastante,
mas o azul sabe exatamente como me irritar.
Eu preciso conversar com as estrelas,
talvez só para deixar o sol com ciúmes.
Isso é um exercício?
O ar está só ventilando?
A equação está toda definida.
Beethoven não soube cantar.
Cala a boca e apaga a luz.
Eu quero um gancho, poderia tentar.
Se não existe resposta pra tudo
Por que insistem em me perguntar?
Eu quero voar e, embora eu possa,
já não tenho aonde ir.
Eu não queria vir, mas sei que preciso sair de lá.
Eu quero de volta meu velho all star,
mas eu nem sinto meus pés.
Não fale o que você não sabe.
alguém roubou meu cérebro.
Eu quero águe com limão e muito gelo,
se bem que eu trocaria por pipoca com feijão.
Se eu tivesse um balão...
Nenhum vermelho me seduz o bastante,
mas o azul sabe exatamente como me irritar.
Eu preciso conversar com as estrelas,
talvez só para deixar o sol com ciúmes.
Isso é um exercício?
O ar está só ventilando?
A equação está toda definida.
Beethoven não soube cantar.
Cala a boca e apaga a luz.
19 maio 2009
18 maio 2009
Des (ilusão)
Até quando suportar a distância?
Até quando fingir que é normal quando o normal, na verdade, é estar perto, colado, sombra sobre sombra?
Até quando mascarar sentimentos que não podemos deixar crescer?
Até quando sentir-se imcompleto mas parecer perfeito?
Até quando sonhar tentando acreditar?
Até quando planejar e não realizar?
Fechar os olhos, e só por hoje, não vou lembrar.
Até quando fingir que é normal quando o normal, na verdade, é estar perto, colado, sombra sobre sombra?
Até quando mascarar sentimentos que não podemos deixar crescer?
Até quando sentir-se imcompleto mas parecer perfeito?
Até quando sonhar tentando acreditar?
Até quando planejar e não realizar?
Fechar os olhos, e só por hoje, não vou lembrar.
16 maio 2009
Retificando o 'quase' elogio
Não amiga, não sou uma mistura 'estranha'. Sou uma combinação ' exótica '.
Aqui, cupuaçú com chimarrão, e o que eu falo sai do coração.
Aqui, cupuaçú com chimarrão, e o que eu falo sai do coração.
Sexta-feira, cérebro congelado
Eu quero um mundo onde todos respeitem os coelhinhos africanos,
e o ' feriado do pintinho colorido '.
As pequenas coisas que colorem o dia
- ' Mas Fer, você é uma pessoa que não tem como não amar.'
[E então NADA é em vão.]
[E então NADA é em vão.]
Ai, Frio.
O Cobertor não esquenta mais.
As meias parecem de gelo.
Quanto mais roupa coloco, mais frio eu sinto.
Da janela completamente fechada, posso imaginar a neve caindo.
A água fria queima as minhas mãos.
Não sinto fome, não sinto sono, eu sinto Frio.
Mudo de lugar, e o frio parece me perseguir.
Talvez faça frio porque eu moro no congelador.
Talvez faça frio porque eu vivo na Lua.
Talvez faça frio porque você não está aqui.
As meias parecem de gelo.
Quanto mais roupa coloco, mais frio eu sinto.
Da janela completamente fechada, posso imaginar a neve caindo.
A água fria queima as minhas mãos.
Não sinto fome, não sinto sono, eu sinto Frio.
Mudo de lugar, e o frio parece me perseguir.
Talvez faça frio porque eu moro no congelador.
Talvez faça frio porque eu vivo na Lua.
Talvez faça frio porque você não está aqui.
15 maio 2009
Pérola do dia das mães
E quem nasceu primeiro: A mãe ou o Filho? [posto que a mãe também é filha de alguém.]
09 maio 2009
É só um cão fofinho
Era um cãozinho fofo. Branquinho, peludinho, gordinho, e todo faceirinho ia saltitando como um coelho. É, era muito fofinho. Entrou na família com a desculpa de que o filho mais novo precisava de um 'amiguinho', só não confessavam que, na verdade, a família todo precisava de carinho e companheirismo.
Deram-lhe um nome: Snow, e o cão atendia com rapidez e alegria aos chamados do pessoal. Saltitando (sempre) pelo tapete, fazendo xixi nas almofadas, recebendo visitas com mordidinhas babadas e latidos roucos, querendo dormir na cama dos donos, comendo a ração mais cara, chorando de madrugada como uma súplica por atenção...Não importa, ele era fofinho.
Rapidamente, Snow tinha o amor de todos. Não tinha como não amá-lo, seus olhos brilhantes e carinhosos exigiam amor. De fato, o cão fazia companhia ao menino, brincavam juntos, comiam juntos, dormiam juntos e, só não tomavam banho juntos porque Snow não era lá muito 'fã' de banhos, se escondia todas as vezes.
Mas, errar não é só humanos, é também canino. Certa tarde enquanto brincavam, o menino, talvez inocentemente, puxou de leve o rabinho de Snow, e esse, usando aos instintos caninos, respondeu com uma mordida. Ele não fazia idéia do preço que pagaria por isso. A família cega pelo sentimento de decepção resolveu mandar o cão fofinho para um 'reformatório' onde aprenderia, por bem ou por mal, as boas maneiras.
Chegando o dia de levar Snow, preceberam que o cãozinho havia adoecido, estava nitidamente infeliz, não comia, não latia, muito menos saltitava, era apenas um cão. Arrependeram-se e voltaram atrás, afinal, não era justo fazer com o cãozinho fofinho o que gostaríamos de fazer com os homens.
Deram-lhe um nome: Snow, e o cão atendia com rapidez e alegria aos chamados do pessoal. Saltitando (sempre) pelo tapete, fazendo xixi nas almofadas, recebendo visitas com mordidinhas babadas e latidos roucos, querendo dormir na cama dos donos, comendo a ração mais cara, chorando de madrugada como uma súplica por atenção...Não importa, ele era fofinho.
Rapidamente, Snow tinha o amor de todos. Não tinha como não amá-lo, seus olhos brilhantes e carinhosos exigiam amor. De fato, o cão fazia companhia ao menino, brincavam juntos, comiam juntos, dormiam juntos e, só não tomavam banho juntos porque Snow não era lá muito 'fã' de banhos, se escondia todas as vezes.
Mas, errar não é só humanos, é também canino. Certa tarde enquanto brincavam, o menino, talvez inocentemente, puxou de leve o rabinho de Snow, e esse, usando aos instintos caninos, respondeu com uma mordida. Ele não fazia idéia do preço que pagaria por isso. A família cega pelo sentimento de decepção resolveu mandar o cão fofinho para um 'reformatório' onde aprenderia, por bem ou por mal, as boas maneiras.
Chegando o dia de levar Snow, preceberam que o cãozinho havia adoecido, estava nitidamente infeliz, não comia, não latia, muito menos saltitava, era apenas um cão. Arrependeram-se e voltaram atrás, afinal, não era justo fazer com o cãozinho fofinho o que gostaríamos de fazer com os homens.
25 abril 2009
Sonhar, e ter um novo sonho em cada amanhacer.
Nada melhor do que sonhar. Não se paga nada por isso, mas paga-se muito pelos sonhos que são deixados pra trás. Ai sonhar... A Panacéia de tudo.!
Amizade, e sempre amizade.
Incrível.
Essa semana novamente, me surpreendi com o 'poder contagiante de fazer o bem'. Ser amigo, ser um amigo de verdade, é fácil. Não tem segredos. Fazer alguém sorrir, também é fácil, e prazeroso, por sinal. Melhor do que isso é sentir, e além disso, VER as pessoas te procurando, indo atrás de você, e querendo a sua amizade. Algumas pessoas que não te conheciam, entrando de repente na sua vida, e você vendo que ela faz de tudo pra arrumar um espaço na sua vida, no seu coração.
Nossa, essa sensação é inpagável.!
E essa semana, tive uma surpresa, alguém com quem eu achei que jamais teria amizade, veio se 'aproxegando', e com um jeitinho mineiro, quer me dizer a cada dia que, faz de tudo pra ser minha amiga, como se isso fosse um privilégio de poucos.
É... essas coisas me fazem perceber todos os dias, que tudo que eu faço por amizades, não é em vão, embora o tempo e a vida volta e meia insistam em provar o contrário, não, eu conheço o 'manual da amizade'.
Mas como NADA é perfeito, tudo tem seu lado negativo...
Ao mesmo tempo em que pessoas boas se aproximam, as ruins também, e com estas a inveja de quem não conhece uma amizade verdadeira, desinteressada, e sólida. E ai, temos uma luta diária para provar que tudo é verdade, e que palavras, de amigos sinceros, ditas com amor de amigo que só o coração entende, nao são em vão.
É, não se pode fazer muito por essas pessoas pobres de coração, afinal, não podemos ensinar ninguém a ser um bom amigo, amizade não tem fórmula, tem prática e a coisa mais importante: verdade e amor. Porém, eu continuo mostrando que, sinceramente, não tem nada melhor do que amizade. E o segredo das minhas amizades, eu deixo em off.
Essa semana novamente, me surpreendi com o 'poder contagiante de fazer o bem'. Ser amigo, ser um amigo de verdade, é fácil. Não tem segredos. Fazer alguém sorrir, também é fácil, e prazeroso, por sinal. Melhor do que isso é sentir, e além disso, VER as pessoas te procurando, indo atrás de você, e querendo a sua amizade. Algumas pessoas que não te conheciam, entrando de repente na sua vida, e você vendo que ela faz de tudo pra arrumar um espaço na sua vida, no seu coração.
Nossa, essa sensação é inpagável.!
E essa semana, tive uma surpresa, alguém com quem eu achei que jamais teria amizade, veio se 'aproxegando', e com um jeitinho mineiro, quer me dizer a cada dia que, faz de tudo pra ser minha amiga, como se isso fosse um privilégio de poucos.
É... essas coisas me fazem perceber todos os dias, que tudo que eu faço por amizades, não é em vão, embora o tempo e a vida volta e meia insistam em provar o contrário, não, eu conheço o 'manual da amizade'.
Mas como NADA é perfeito, tudo tem seu lado negativo...
Ao mesmo tempo em que pessoas boas se aproximam, as ruins também, e com estas a inveja de quem não conhece uma amizade verdadeira, desinteressada, e sólida. E ai, temos uma luta diária para provar que tudo é verdade, e que palavras, de amigos sinceros, ditas com amor de amigo que só o coração entende, nao são em vão.
É, não se pode fazer muito por essas pessoas pobres de coração, afinal, não podemos ensinar ninguém a ser um bom amigo, amizade não tem fórmula, tem prática e a coisa mais importante: verdade e amor. Porém, eu continuo mostrando que, sinceramente, não tem nada melhor do que amizade. E o segredo das minhas amizades, eu deixo em off.
19 abril 2009
Hoje eu acordei para sorrir mostrando os dentes.
Da janela vejo devagar e graciosamente, tão perto e ao mesmo tempo tão longe de mim, o Sol acordar. Mais um dia lindo nascendo em degradê no céu e, com a mesma alegria de quem revê um velho e querido amigo, saúdo meu companheiro Sol com um doce 'Bom Dia'. Embriagada por um cheiro misto de manhã e rotina, sinto-me renovada e ainda mais dona de mim. É.. é bom estar viva.
10 abril 2009
Inside the mirror.
05 abril 2009
Music understands you when people don't.

♫ If all our life is but a dream, fantastic posing greed.
Then we should feed our jewellery to the sea.
For diamonds do appear to be.
Just like broken glass to me.
Then she said she cant believe.
Genius only comes along in storms of fabled foreign tongues.
Then we should feed our jewellery to the sea.
For diamonds do appear to be.
Just like broken glass to me.
Then she said she cant believe.
Genius only comes along in storms of fabled foreign tongues.
Tripping eyes, and flooded lungs.
Northern Downpour sends its love.
Hey moon, please forget to fall down.
Hey moon, don't you go down.
Sugarcane in the easy morning.
Weathervanes my one and lonely.
The ink is running toward the page, it's chasing off the days.
Look back at boat feet and that winding knee.
I missed your skin when you were east.
You clicked your heels and wished for me.
Through playful lips made of yarn that fragiled Capricorn unravelled words like moths upon old scarves. I know the world's a broken bone, but melt your headaches call it home.
Hey moon, please forget to fall down.
Hey moon, don't you go down.
Sugarcane in the easy morning.
Weathervanes my one and lonely.(5x)
You are at the top of my lungs.
Drawn to the ones who never yawn. ♫
* 8 Years without You, SO unfair.!
03 abril 2009
Wish You were here
Um dia a gente acorda e de repente percebe que aquele vazio, um buraquinho no coração que se nega a ser preenchido, se chama saudade. Aquele mesmo buraquinho que dói e às vezes aperta tanto que parece rasgar o peito. Pior do que isso: Descobrimos que nunca mais vamos preenchê-lo porque, na verdade, é saudade de alguém que nunca vai voltar. Nunca mais o veremos, o tocaremos, tampouco ouviremos sua voz. E a saudade, quase como um ato vingativo, fere o coração apenas pra lembrar que não se esquece alguém que já nos despertou amor. Convive-se com isso, claro que sim, mas tem dias que parece insuportável aguentar a dor, a saudade te sufoca e você tem a certeza de que faria tudo para ter a chance de ficar apenas um minuto com aquela pessoa. Hoje, e como sempre, eu queria MUITO que você estivesse aqui, Vovô.
29 março 2009
Via Láctea- Olavo Bilac
Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!
E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto,
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite enquanto A via láctea,
como um pálio aberto,Cintila.
E ao vir do Sol, saudoso e em pranto inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado-amigo! Que conversas com elas?
Que sentido Têm o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem pode ter ouvido Capaz de ouvir e entender estrelas."
Te procuro
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