17 fevereiro 2011

No amor não há solidão, tristeza ou mesmo tempestade que se faça eterna. Na verdadeira eternidade, posto que no amor ela exista, há muito de tudo, e um pouquinho de nada, mas há principalmente o que de mais eterno tem o amor: o lugar reservado para uma única pessoa especial em nosso peito, corpo, um lugar a ser preenchido em nossa alma. Espaçinho este tão fundamental que passamos a vida inteira procurando, em outros corações, achar o encaixe, a procura de caber em algum abraço, sonhando estar na medida perfeita. Eis aqui a completude, o buraco fechado como se nunca houvesse sido aberto, o calor do abraço encaixado, enfim, nos braços corretos. Sei que você sabe para onde correr em qualquer tempestade, mas espero que saiba também que, de hoje em diante, vai haver eternamente um espaço teu em meu abraço.
Bang Bang, inconscientemente apontamos nossas armas frente a frente...
Voce atirou em mim, um tiro certeiro não consegui fugir, nem ao menos correr eu podia.
Mal respirava, e voce sem noção do que fazia, continuou atirando, não me machucava mais, nao assustava mais, apenas me prendia mais a você...talvez fosse isso q quisesse, mesmo inconscientemente, me prender a você , ser sua de alguma forma.
O mais comico de tudo isso?? Era eu pedindo para você parar, mesmo querendo que continuasse..
Sem saída minha única alternativa foi retribuir a gentileza do disparo. E bang bang te surpreendi. Assustada você ainda consegue andar, da um sorriso, como se dissesse que n foi tao certeiro, mas assim como o seu disparo te prendi a mim.
Entao você volta, chega mais perto para ver o ‘estrago’ , deita ao lado do corpo q você mesmo derrubou, encosta seus lábios no meu ouvido , e com uma voz ofegante diz:
‘ você quer me matar?’
Sem precisar responder você completa.. “EntaoVem”
E assim. Com tiros precisos e certeiros montamos o nosso faroeste..
Bang bang, vc me pegou!!!


[(sic) - texto encantadoramente escrito por J.T/reprodução completa e fiel ao original.]

15 fevereiro 2011

Seja Bem-Vindo

Já não lembro o motivo exato da criação deste blog.
Talvez por, na época, estar na febre de 'blog, blog, blog'.
Talvez por sentir, das mãos à alma, a liberdade de dizer.
E,mesmo assim, dizendo tudo, de mim nunca entendi nada.
Pode ser que eu sentisse vontade apenas de expressar minhas alegrias, minhas esperanças, desejos. Quem sabe eu quisesse me livrar dos medos, anseios, das mágoas, de compartilhar a dor que nunca passa. Mas acredito mesmo é na minha vontade de te fazer íntimo, conhecedor onisciente do que me ia na alma.
E assim o fiz. Bem feito, não o digo, mas feito de coração nos dedos, estes que digitavam entrelinhas carinhosas, decepcionadas, sarcásticas, misteriosas.
Contudo, escrever é sempre um bom refúgio para quem, na vida, não tem qualquer esperança. Há certo preenchimento de espaços, buracos, vastidão de nada onde, geralmente, nascem os escritores. Aos que não gostam ou não têm a mínima vontade de escrever e, por isso, não entendem essa peculiar explicação, quem sabe um dia possam vivenciar que um beijo escrito vale muito mais que um beijo dado.
Tomadas estas linhas como uma 'introdução tardia' aos meus tesouros secretos, de valores e segredos duvidosos, finalizo com as minhas boas-vindas aos queridos visitantes, afinal, é de pouca educação entrar na casa dos outros sem ser bem-vindo.

05 fevereiro 2011

No teu corpo me perco, em teus carinhos apaixonada me reencontro. Em tua pele sou úmida, seca na tua vontade, na minha sede de ser tua, inteira. Nos teus lábios doce sabor de paixão, adocicado bom que amolece coração amargo,como o que mora nesse peito.
Peito esse que retumba na batida dos teus passos, no compasso dos teus toques. Desejo de fogo, brasas de um querer vivo e instantâneo. Faíscas de um futuro incerto, outrora desnecessário, hoje fundamental. Estranho complexo de me ver eternamente assim, perdida nos teus descaminhos. Sou isto, eu e você em mim, e me satisfaço neste nosso contrato mudo, de sempre mergulhar nas tuas urgências,e sempre me afogar nas tuas contradições.
Depois da névoa que lhe afagava o rosto e desgrenhava os cabelos, ela, enfim, podia ver. E via o sol, pássaros, talvez até um arco-íris, via claramente. Isso era vida. Já não havia o constante correr pelo corredor opaco, sem portas ou janelas, onde ela era apenas borrão.O chão não sumia mais, nem as mãos estendidas desapareciam, de forma que ela não mais caia infinitamente no abismo do escuro desconhecido.
Ela via, e o que via era só luz, parecia não haver nada mais, contudo isso bastava. Este não era, para ela, como um fim do túnel, era o portão de entrada para um novo caminho. Alternando preocupação e euforia ela entendeu que, agarrando essa oportunidade, ela teria vida, e esta certeza de um propósito para ir além lhe felicitava como um carinhoso beijo na alma tão machucada que trazia.
Ela lutou pelo que queria, atravessou sem receio a fronteira entre querer e poder e foi além do abstrato. Ela fez vida do que, até então, era sonho.