18 agosto 2011

E nessa insistência em querer fugir de tudo que é você, me perco no tempo, no espaço, em outros braços. E pior que isso, não vejo que o amor que desiste em mim, não pára de crescer em você.
 Ainda que não pudesse ver, não pudesse ouvir, não pudesse ter, não pudesse sentir, aquele desejo da presença dela nunca acabava, e o beijo...Ah! O beijo... a sensação daquele beijo nunca mais lhe deixaria os lábios.
‎Era um beijo indescritível, incontrolável, seguro, ardente, carinhoso. Lábios que procuravam os outros a todo momento, a qualquer descuido, nos cantinhos, no escuro. Aquele beijo era muito, pedia muito, desejava muito, anunciava muito. E era só o primeiro.
Um beijo que me parou no teu segundo, no minuto daquela hora, me obrigou a penetrar teus sonhos sem nem sequer convite. Um toque de lábios que descobriu o lado que me faz bem, o do avesso, de não me preocupar com o certo ou errado, pois desse trem eu desço.
Sem explicações, motivos ou razões, eu vou aonde o sol brilhar, e o céu sorrir. Eu vou pra qualquer lugar, faço qualquer coisa, aceito todas as condições e assumo as devidas consequências esperando que, mesmo na minha forma errada e invertida de ser, o gosto único daquele beijo nunca se apague em minha boca.