Ainda que não pudesse ver, não pudesse ouvir, não pudesse ter, não pudesse sentir, aquele desejo da presença dela nunca acabava, e o beijo...Ah! O beijo... a sensação daquele beijo nunca mais lhe deixaria os lábios.
Era um beijo indescritível, incontrolável, seguro, ardente, carinhoso. Lábios que procuravam os outros a todo momento, a qualquer descuido, nos cantinhos, no escuro. Aquele beijo era muito, pedia muito, desejava muito, anunciava muito. E era só o primeiro.
Um beijo que me parou no teu segundo, no minuto daquela hora, me obrigou a penetrar teus sonhos sem nem sequer convite. Um toque de lábios que descobriu o lado que me faz bem, o do avesso, de não me preocupar com o certo ou errado, pois desse trem eu desço.
Sem explicações, motivos ou razões, eu vou aonde o sol brilhar, e o céu sorrir. Eu vou pra qualquer lugar, faço qualquer coisa, aceito todas as condições e assumo as devidas consequências esperando que, mesmo na minha forma errada e invertida de ser, o gosto único daquele beijo nunca se apague em minha boca.
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