Sou de urgências, de entregas, de impulsos, de agora ou nunca. Me jogo no que acredito, e tenho acreditado pouco. Me chamaria de incontável, tanto para meus desgastes quanto para minhas alegrias. Não engulo o que me chega de inesperado, muito menos o que vai para não mais voltar. É insuportável para mim que um dia as coisas cheguem ao seu devido fim. Vivo tentando me acostumar com a vida mas é sempre difícil, nunca é a mesma, mesmo sendo tão óbvia.
Penso tanto nas pessoas, escrevo cartas pra ninguém, bebo e fico paralisada em frente a janela. O telefone mudo, um silêncio insuportável nos tímpanos e uma lembrança maçante no peito. Não entendo nada e quero mais é dormir pra esquecer, acordar no dia seguinte e me atolar numa distração qualquer pra que tudo pareça estar bem mas não, não está. Não posso ficar presa nessa ausência de compreensão. Ausência de tudo o que me conforte. Estou completamente sóbria e nem um pouco calma. Sei que estou patética e dolorida. O importante é jogar as cinzas no lixo, tomar um banho e colocar cafeína na garganta. Preciso recomeçar a todo instante. Jogar o cansaço ralo abaixo e me convencer que logo o tempo desloca esse desespero.
28 dezembro 2009
Por hoje só.
Enquanto eu pareço estar demasiadamente inspirada hoje, sabemos, você, a lua e eu, que rodeio apenas para dizer não querendo dizer que:
Parece que foi há séculos, que deixei de ter o simples prazer de, no seu sossego, me envolver…
Parece que foi há séculos, que deixei de ter o simples prazer de, no seu sossego, me envolver…
Presente de natal
Quero fantasias em destaque
Modelos em vitrines,
Sabor de chocolate.
Vitrais com arte medieval
Sexo perfeito com sorrisos,
Código paranormal.
Trufas que lembrem lutas,
Auroras cor de amoras,
Seu sabor em tempo integral.
Modelos em vitrines,
Sabor de chocolate.
Vitrais com arte medieval
Sexo perfeito com sorrisos,
Código paranormal.
Trufas que lembrem lutas,
Auroras cor de amoras,
Seu sabor em tempo integral.
Aos que virtualmente amam
Vou insitir em viver onde o credo da palavra Amizade não é uma palavra vã,
é solidariedade transformada em lágrimas,
é sorriso transformado em flor que se colhe na bruma do dia que está a nascer.
Avisto o mar e o meu pensamento corre naquela imensidão azul,
imaginando presenças sentidas nas palavras, na vontade de te dizer:
Mesmo no mundo virtual, a palavra Amizade tem sentido, tem beleza, tem profundidade.
é solidariedade transformada em lágrimas,
é sorriso transformado em flor que se colhe na bruma do dia que está a nascer.
Avisto o mar e o meu pensamento corre naquela imensidão azul,
imaginando presenças sentidas nas palavras, na vontade de te dizer:
Mesmo no mundo virtual, a palavra Amizade tem sentido, tem beleza, tem profundidade.
Razões de escrever
É que as palavras sempre foram um complemento,
o afago e o entretenimento,
a voz do pensamento,
o preencher de cada espaço,
a luz de cada vida,
o meu juramento de amor eterno.
o afago e o entretenimento,
a voz do pensamento,
o preencher de cada espaço,
a luz de cada vida,
o meu juramento de amor eterno.
15 dezembro 2009
Toda vez que abre a caixa de recordações, sente as lágrimas cair, ouve músicas que não existem, sente velhos cheiros dos quais mal se recorda, o coração palpita forte, talvez pra sair do peito, talvez pedindo pra fechar a caixa. Uma, entre as suas vivas e claras lembranças, se destaca no meio de todas. Aquele papel gasto, no fundo da caixa, de letras quase apagadas, por vezes escorridas, de chuva que tomaram enquanto guardadas no bolso, ou mesmo de água salgada que insistia em escorrer dos olhos quando era lida.
Naquele papel comun, branco, amarelado agora pelo tempo, mora todas as melhores, e mais doídas lembranças. Parece gritar pedindo ajuda no meio dos outros quando, teimosamente, abrem a caixa. Não é um abrigo, é uma prisão. Pensou que poderia esconder, mascarar, aprisionar aquilo que descobriu impossível de esquecer. Abre o papel como quem não quer nada, na certeza de querer tudo aquilo o que sabe que está lá, lido tantas vezes e, enfim decorado. Sente o choro subir silenciosa e mansamente do coração aos olhos, segura, resiste. Lê a primeira linha, se entrega.
Não é por egoísmo, sempre duvidou daquelas palavras, não acredita em perfeição. Mas sente-se renovada por dentro a cada linha de carinho e a cada abraço que parece saltar nas entrelinhas. Enquanto lê, pensa no tempo que passou, e como passou. Foi rápido, mas se lembra de ter visto aquele rosto toda vez que olhou no espelho, dizendo todas as palavras que, por falta de tempo ou coragem, apenas escreveu. Quando será que voltaria a sentir o calor da presença, e teria a oportunidade, quem sabe até coragem, de dizer que entende, que valoriza e, principalmente, sente o mesmo?
Enquanto esse dia não chega, espera com calma, lendo, e lendo de novo a carta que o tempo e o coração se encarregou de concretizar, como uma voz a lhe falar no ouvido. Fora isso, vai ao espelho conversar com quem, mesmo distante, sabe estar ouvindo atento. Grava como tatuagem na alma aquele trecho no fim do papel gasto, cada letra soa como melodia, e faz, desse refúgio dele, o seu próprio: "Se não for nessa vida, a gente se encontra na próxima".
Naquele papel comun, branco, amarelado agora pelo tempo, mora todas as melhores, e mais doídas lembranças. Parece gritar pedindo ajuda no meio dos outros quando, teimosamente, abrem a caixa. Não é um abrigo, é uma prisão. Pensou que poderia esconder, mascarar, aprisionar aquilo que descobriu impossível de esquecer. Abre o papel como quem não quer nada, na certeza de querer tudo aquilo o que sabe que está lá, lido tantas vezes e, enfim decorado. Sente o choro subir silenciosa e mansamente do coração aos olhos, segura, resiste. Lê a primeira linha, se entrega.
Não é por egoísmo, sempre duvidou daquelas palavras, não acredita em perfeição. Mas sente-se renovada por dentro a cada linha de carinho e a cada abraço que parece saltar nas entrelinhas. Enquanto lê, pensa no tempo que passou, e como passou. Foi rápido, mas se lembra de ter visto aquele rosto toda vez que olhou no espelho, dizendo todas as palavras que, por falta de tempo ou coragem, apenas escreveu. Quando será que voltaria a sentir o calor da presença, e teria a oportunidade, quem sabe até coragem, de dizer que entende, que valoriza e, principalmente, sente o mesmo?
Enquanto esse dia não chega, espera com calma, lendo, e lendo de novo a carta que o tempo e o coração se encarregou de concretizar, como uma voz a lhe falar no ouvido. Fora isso, vai ao espelho conversar com quem, mesmo distante, sabe estar ouvindo atento. Grava como tatuagem na alma aquele trecho no fim do papel gasto, cada letra soa como melodia, e faz, desse refúgio dele, o seu próprio: "Se não for nessa vida, a gente se encontra na próxima".
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