Alguém ao fundo falando sobre números,
em abcissa 1, 2, 3,
um cheiro estranho e conhecido me embriaga.
Minhas costas doem como se sentissem fala daquela costela,
da qual Adão também foi privado.
Olhos cansados, até entristecidos, brilham opacos,
alguém continua a falar em módulo de x+1
e eu quero calar o mundo.
Alguém me chama bem baixinho,
mas eu não estou ouvindo,
eu não conheço esse lugar,
tampouco sei quem são essas pessoas,
alguém em toca levamente com mãos quentes,
mas eu não estou sentindo.
Eu queria parar o tempo daqui a 40 minutos,
mas desejo viver pra sempre daquele dia que eu imaginei.
Eu queria lembrar de respirar, e não precisar comer,
eu esqueci de tentar viver.
30 maio 2009
27 maio 2009
Me explico pelos meus estranhos desejos.
Eu quero um gancho, poderia tentar.
Se não existe resposta pra tudo
Por que insistem em me perguntar?
Eu quero voar e, embora eu possa,
já não tenho aonde ir.
Eu não queria vir, mas sei que preciso sair de lá.
Eu quero de volta meu velho all star,
mas eu nem sinto meus pés.
Não fale o que você não sabe.
alguém roubou meu cérebro.
Eu quero águe com limão e muito gelo,
se bem que eu trocaria por pipoca com feijão.
Se eu tivesse um balão...
Nenhum vermelho me seduz o bastante,
mas o azul sabe exatamente como me irritar.
Eu preciso conversar com as estrelas,
talvez só para deixar o sol com ciúmes.
Isso é um exercício?
O ar está só ventilando?
A equação está toda definida.
Beethoven não soube cantar.
Cala a boca e apaga a luz.
Eu quero um gancho, poderia tentar.
Se não existe resposta pra tudo
Por que insistem em me perguntar?
Eu quero voar e, embora eu possa,
já não tenho aonde ir.
Eu não queria vir, mas sei que preciso sair de lá.
Eu quero de volta meu velho all star,
mas eu nem sinto meus pés.
Não fale o que você não sabe.
alguém roubou meu cérebro.
Eu quero águe com limão e muito gelo,
se bem que eu trocaria por pipoca com feijão.
Se eu tivesse um balão...
Nenhum vermelho me seduz o bastante,
mas o azul sabe exatamente como me irritar.
Eu preciso conversar com as estrelas,
talvez só para deixar o sol com ciúmes.
Isso é um exercício?
O ar está só ventilando?
A equação está toda definida.
Beethoven não soube cantar.
Cala a boca e apaga a luz.
19 maio 2009
18 maio 2009
Des (ilusão)
Até quando suportar a distância?
Até quando fingir que é normal quando o normal, na verdade, é estar perto, colado, sombra sobre sombra?
Até quando mascarar sentimentos que não podemos deixar crescer?
Até quando sentir-se imcompleto mas parecer perfeito?
Até quando sonhar tentando acreditar?
Até quando planejar e não realizar?
Fechar os olhos, e só por hoje, não vou lembrar.
Até quando fingir que é normal quando o normal, na verdade, é estar perto, colado, sombra sobre sombra?
Até quando mascarar sentimentos que não podemos deixar crescer?
Até quando sentir-se imcompleto mas parecer perfeito?
Até quando sonhar tentando acreditar?
Até quando planejar e não realizar?
Fechar os olhos, e só por hoje, não vou lembrar.
16 maio 2009
Retificando o 'quase' elogio
Não amiga, não sou uma mistura 'estranha'. Sou uma combinação ' exótica '.
Aqui, cupuaçú com chimarrão, e o que eu falo sai do coração.
Aqui, cupuaçú com chimarrão, e o que eu falo sai do coração.
Sexta-feira, cérebro congelado
Eu quero um mundo onde todos respeitem os coelhinhos africanos,
e o ' feriado do pintinho colorido '.
As pequenas coisas que colorem o dia
- ' Mas Fer, você é uma pessoa que não tem como não amar.'
[E então NADA é em vão.]
[E então NADA é em vão.]
Ai, Frio.
O Cobertor não esquenta mais.
As meias parecem de gelo.
Quanto mais roupa coloco, mais frio eu sinto.
Da janela completamente fechada, posso imaginar a neve caindo.
A água fria queima as minhas mãos.
Não sinto fome, não sinto sono, eu sinto Frio.
Mudo de lugar, e o frio parece me perseguir.
Talvez faça frio porque eu moro no congelador.
Talvez faça frio porque eu vivo na Lua.
Talvez faça frio porque você não está aqui.
As meias parecem de gelo.
Quanto mais roupa coloco, mais frio eu sinto.
Da janela completamente fechada, posso imaginar a neve caindo.
A água fria queima as minhas mãos.
Não sinto fome, não sinto sono, eu sinto Frio.
Mudo de lugar, e o frio parece me perseguir.
Talvez faça frio porque eu moro no congelador.
Talvez faça frio porque eu vivo na Lua.
Talvez faça frio porque você não está aqui.
15 maio 2009
Pérola do dia das mães
E quem nasceu primeiro: A mãe ou o Filho? [posto que a mãe também é filha de alguém.]
09 maio 2009
É só um cão fofinho
Era um cãozinho fofo. Branquinho, peludinho, gordinho, e todo faceirinho ia saltitando como um coelho. É, era muito fofinho. Entrou na família com a desculpa de que o filho mais novo precisava de um 'amiguinho', só não confessavam que, na verdade, a família todo precisava de carinho e companheirismo.
Deram-lhe um nome: Snow, e o cão atendia com rapidez e alegria aos chamados do pessoal. Saltitando (sempre) pelo tapete, fazendo xixi nas almofadas, recebendo visitas com mordidinhas babadas e latidos roucos, querendo dormir na cama dos donos, comendo a ração mais cara, chorando de madrugada como uma súplica por atenção...Não importa, ele era fofinho.
Rapidamente, Snow tinha o amor de todos. Não tinha como não amá-lo, seus olhos brilhantes e carinhosos exigiam amor. De fato, o cão fazia companhia ao menino, brincavam juntos, comiam juntos, dormiam juntos e, só não tomavam banho juntos porque Snow não era lá muito 'fã' de banhos, se escondia todas as vezes.
Mas, errar não é só humanos, é também canino. Certa tarde enquanto brincavam, o menino, talvez inocentemente, puxou de leve o rabinho de Snow, e esse, usando aos instintos caninos, respondeu com uma mordida. Ele não fazia idéia do preço que pagaria por isso. A família cega pelo sentimento de decepção resolveu mandar o cão fofinho para um 'reformatório' onde aprenderia, por bem ou por mal, as boas maneiras.
Chegando o dia de levar Snow, preceberam que o cãozinho havia adoecido, estava nitidamente infeliz, não comia, não latia, muito menos saltitava, era apenas um cão. Arrependeram-se e voltaram atrás, afinal, não era justo fazer com o cãozinho fofinho o que gostaríamos de fazer com os homens.
Deram-lhe um nome: Snow, e o cão atendia com rapidez e alegria aos chamados do pessoal. Saltitando (sempre) pelo tapete, fazendo xixi nas almofadas, recebendo visitas com mordidinhas babadas e latidos roucos, querendo dormir na cama dos donos, comendo a ração mais cara, chorando de madrugada como uma súplica por atenção...Não importa, ele era fofinho.
Rapidamente, Snow tinha o amor de todos. Não tinha como não amá-lo, seus olhos brilhantes e carinhosos exigiam amor. De fato, o cão fazia companhia ao menino, brincavam juntos, comiam juntos, dormiam juntos e, só não tomavam banho juntos porque Snow não era lá muito 'fã' de banhos, se escondia todas as vezes.
Mas, errar não é só humanos, é também canino. Certa tarde enquanto brincavam, o menino, talvez inocentemente, puxou de leve o rabinho de Snow, e esse, usando aos instintos caninos, respondeu com uma mordida. Ele não fazia idéia do preço que pagaria por isso. A família cega pelo sentimento de decepção resolveu mandar o cão fofinho para um 'reformatório' onde aprenderia, por bem ou por mal, as boas maneiras.
Chegando o dia de levar Snow, preceberam que o cãozinho havia adoecido, estava nitidamente infeliz, não comia, não latia, muito menos saltitava, era apenas um cão. Arrependeram-se e voltaram atrás, afinal, não era justo fazer com o cãozinho fofinho o que gostaríamos de fazer com os homens.
Assinar:
Postagens (Atom)
