28 maio 2012

Se for pra sentir, que seja sempre seus braços ao meu redor.
Se for pra lembrar, que seja sempre do cheiro da tua pele.
Se for pra chorar, que seja sempre de saudade ao rever aquela foto.
Se for pra perder, que seja sempre o tempo, perdida em teus carinhos.
Se for pra ganhar, que seja sempre um beijo sem motivo,a qualquer hora.
Se for pra querer, que seja sempre a sua mão na minha.
Se for pra viver, que seja sempre ao teu lado, como conto de fadas.
Mas se for pra amar, que seja sempre por inteiro e, principalmente, que seja sempre Você.

25 maio 2012

Amanhã ou Depois

Às vezes até sufoca. Essa sensação louca que bambeia as pernas, gela as mãos e, quase sempre, também rouba o ar. Não é de hoje que fico assim ao lembrar de você, 'sem querer querendo'. E quantas lembranças! Momentos foram poucos, é verdade, mas o que lembro são os milhares de sentimentos que me embaralhavam em sua presença, me sugavam as forças e, praticamente, me transportavam a um universo parelelo só nosso, onde querer era poder.
 O primeiro encontro foi como um incêndio, que partiu das faíscas de nossos olhos quando se encontraram no meio da cozinha, sorrateiros, fugindo da conversa alheia. Um incêndio que demorou a ser percebido, queimando apenas quando a troca de sorrisos encabulados foi inevitável. Mais tarde, como que adivinhasse meus pensamentos mais íntimos, quase furtou-me um beijo,o qual prendi, contra a minha vontade secreta, por medo de que fosse só isso, e ali mesmo tudo acabasse. Ingenuidade a minha! Em questão de horas lá estava eu, completamente envolvida no seu beijo, aquele que eu queria tanto guardar, mas com você eu nada conseguia. Além de sonhar, é claro.
 As bocas estavam deliciosamente juntas, desejosas de muito, implorando por mais. Naquela noite, as horas foram como séculos enquanto eu só pensava no seu toque, no turbilhão de sensações que seu cheiro em minha roupa estava me causando e, ao mesmo tempo, me preocupava com a culpa daquela 'entrega precipitada': "Será que iríamos nos ver de novo?"
Alguns dias se passaram e o reencontro aconteceu. Desta vez os beijos foram ainda mais gostosos, maliciosos, os abraços foram mais carinhosos, a troca de perfumes ainda mais intensa na pele. Nesse momento,a dúvida se algum dia seríamos "Nós" já não existia, restava apenas saber "Quando".
 Mas a vida não aceita indecisão e, no silêncio em que ficamos à espera de 'sabe-lá-o-que', aquele 'nós' que era tão certo nos escorreu entre os dedos, sem que alguém percebesse a despedida. É, o preço de não ter confessado a você o que crescia em meu peito foi bem alto. Quando o tempo veio cobrar a declaração de amor que não tive coragem de fazer, eu já estava longe, pensando no que poderíamos estar vivendo.
Aceito a culpa. Talvez tenha sido culpa do medo, que hoje é apenas saudade. Talvez tenha sido a razão, que preferiu ser apenas ciúmes ao te ver com outras pessoas agora. Talvez tenha sido o "eu te quero" que eu calei, com receio de não haver recíproca. Talvez tenha sido eu que, por hábito, fechei a porta pra felicidade que eu não conhecia, temendo sofrer adiante.
Seria isso tudo apenas "coisas de amor"? Quem sabe... Mas o que quer que seja, lateja todos os dias ao rever a nossa foto e, aos poucos, vai me deixando sem fôlego, com o coração batendo frenético. E eu continuo a esperar que amanhã ou depois vamos ser o 'nós' que não sai da minha cabeça, por essa coisa que não entendo ainda. Essa coisa que é tão linda.