Demorou, mas ela entendeu que
aquele aceno de chapéu e o sorriso misterioso,
não eram sinais de chegada.
Entendeu que o cabelo ao vento
e o pedaço de peito nú, no desleixo da camisa,
não eram um convite.
Eram uma despedida declarada,
um tiro certeiro,era um adeus,
e nada mais.
23 julho 2010
12 julho 2010
Cuidado!
Quando precisa dizer adeus,
o faz uma única vez, jamais volta atrás.
Afinal, o roteiro pode até ser o mesmo,
mas ela só aceita novos personagens.
o faz uma única vez, jamais volta atrás.
Afinal, o roteiro pode até ser o mesmo,
mas ela só aceita novos personagens.
03 julho 2010
Andando pelas ruas, ladeira abaixo avisto ao longe você. Como se a cidade te oferecesse a mim, como se a lua marcasse um encontro a tempos desejado. Você que sentado ao pé da árvore,é como se fizesse pose. Você que, desatento, não vê que tira minha atenção. Você que fala versos, palavras soltas, frases manjadas que insistem em soar como melodias doces, sinfonias de amor aos meus ouvidos. Você que mesmo longe, cada dia mais perto de mim está. Você que quando pensa em ir, já estou de malas prontas para acompanhar. Você que nem sabe que eu existo, mas há tempos protagoniza meus sonhos. Você que vive por aí, e eu a querer viver com você. Você que nunca me viu, e eu que sempre te amei.
ainda que desejasse provar a alegria da chegada.
Foi sem olhar pra trás, sem arrependimentos,
coração refeito, cabeça erguida, foi andando.
Devolveu-lhe tudo com indiferença,
a companhia que já não desejava,
o abraço que há muito não aquecia,
manteve ao menos a fria gratidão.
Nas paredes fotografias de lembrança,Devolveu-lhe tudo com indiferença,
a companhia que já não desejava,
o abraço que há muito não aquecia,
manteve ao menos a fria gratidão.
na mesa, um resquício de consideração:
"Aqui estão tuas chaves.
Já não preciso delas,tampouco do teu amor."
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